CESTA BÁSICA E PESQUISA DE PREÇO – EDUCAÇÃO FINANCEIRA E CONCEITOS NO ENSINO FUNDAMENTAL (9º ANO)

Projeto de Ensino apresentado ao Curso de Licenciatura em Matemática da UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá, como requisito parcial para a obtenção da nota na disciplina Estágio Supervisionado: Projeto de Ensino.

AGRADECIMENTOS

Passamos pela vida como em uma caminhada por uma estrada desconhecida e sem volta. Um caminho imprevisível e caprichoso. Algumas vezes demonstra-se íngreme e hostil. Outras vezes apenas nos conduz ao destino. Por hora passamos por paradas que nos fazem reescrever totalmente os planos da nossa vida. E foi numa dessas imprevisíveis paradas que descobri o gosto de atuar na área educacional, o que fez com que buscasse, agora, a conclusão dessa licenciatura como uma realização profissional plena e satisfatória.

Não são poucas as pessoas que nos auxiliam e ajudam a vislumbrar o que de melhor está por vir.

Agradeço a minha esposa Mari e filhos Nicole e Nicolas, por sempre me apoiarem.

Agradeço a direção e corpo docente da Escola de Educação Básica Jovino Lima, em Mafra, que possibilitaram o cumprimento dessa etapa do meu estágio em suas dependências.

Agradeço ao professor Wagner Sokolski, que me orientou diretamente durante a execução desse projeto de ensino.

Por fim, agradeço aos professores da Universidade Cesumar, que durante essa minha caminhada me orientaram e forneceram a base necessária para cumprir os objetivos e metas.

1 INTRODUÇÃO

Alunos que frequentam a educação básica, em especial o ensino fundamental, apresentam, em geral, pouco conhecimento na área de educação financeira. Na educação pública nota-se uma grande diferença social entre os alunos, gerando preconceito ou discriminação, entretanto, nem os preconceituosos nem os discriminados têm a percepção dos conceitos financeiros e sociais envolvidos. Ensinar matemática financeira, nos seus primeiros conceitos a esse público é deveras desafiador. Muitos desses alunos têm sua fonte de informação sobre o tema a partir de influenciadores digitais, os quais não apresentam a realidade da população brasileira, muito menos os contextos particulares dos alunos frequentadores de nossas escolas públicas.

É imperativo realizar um planejamento didático que envolva além dos limites matemáticos, mas educativos como um todo, algo integral, que parta do dia a dia dos alunos.

Para Coelho (2014), “Os benefícios desse planejamento serão vistos no futuro, quando a família estará desfrutando da tranquilidade financeira para alcançar objetivos(…)” Para ela ainda:

O dever da escola é passar conhecimento, como ler, escrever e ajudar os alunos a se relacionarem com a sociedade. O conhecimento adquirido nas escolas servirá de base para a formação de uma cultura ajudando a criança a desenvolver um senso crítico necessário para tomar decisões acertadas quando adultas.

Dessa forma, quando temos um conteúdo que deveria ser ensinado no âmbito familiar, entretanto, nos deparamos com a realidade brasileira de famílias desestruturadas, sobretudo em questões financeiras, remete-nos, como profissionais da educação que somos, o dever de instruir e criar o senso não apenas técnico matemático, mas principalmente crítico.

Ao elaborar esse projeto, busquei elencar algumas ideias que possam desenvolver não apenas a matemática envolvida e nem mesmo os conceitos únicos da educação financeira, mas uma discussão em turma dos detalhes envolvidos, de forma a compreenderem o cotidiano da maior parte da população brasileira.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Analisar e reconhecer a realidade doméstica brasileira, no que diz respeito a hábitos alimentares e diários da população e seus custos. Compreender como são selecionados os itens de uma cesta básica e desenvolver um orçamento com comparação de valores.

Objetivos Específicos

Elaborar uma lista de compras com base na cesta básica, dentro do valor fictício disponibilizado; discutir entre os grupos de alunos o que é essencial dentre seus hábitos e costumes; realizar pesquisa de preços em campo, comparando valores; elaborar tabelas e realizar os cálculos envolvidos; apresentar o resultado de sua pesquisa, demonstrando os itens escolhidos para sua lista e o resultado.

JUSTIFICATIVA

É notório o desconhecimento e “amadorismo” nas questões financeiras em alunos das gerações atuais no ensino fundamental, muito mais do que nas gerações passadas, visto o contato bem mais atrasado dos mesmos com a realidade financeira e cotidiana atual do que nas gerações anteriores. Nessa idade (final do ensino fundamental) a maioria dos alunos, mesmo os do ensino público, recebe algum valor de forma regular, seja como mesada dos pais, algum trabalho que realiza ou algum benefício assistencial, de forma que é importante um ensino eficaz sobre o assunto, não preso apenas a questões matemáticas e sim, um ensino de uso consciente e racional dos recursos financeiros.

Como justificativa aponto ainda as conclusões pessoais que obtive ao observar as diferenças sociais dos alunos de escola pública em cidades e bairros de interior, que normalmente não compreendem a realidade do outro e transformam a sua percepção em preconceito e discriminação.

Interessante pontuar que esse projeto atende ao disposto no texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):

Outro aspecto a ser considerado nessa unidade temática é o estudo
de conceitos básicos de economia e finanças, visando à educação financeira dos alunos. Assim, podem ser discutidos assuntos
como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade
e liquidez de um investimento) e impostos. Essa unidade temática
favorece um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre
as questões do consumo, trabalho e dinheiro. É possível, por
exemplo, desenvolver um projeto com a História, visando ao estudo
do dinheiro e sua função na sociedade, da relação entre dinheiro
e tempo, dos impostos em sociedades diversas, do consumo em
diferentes momentos históricos, incluindo estratégias atuais de
marketing. Essas questões, além de promover o desenvolvimento
de competências pessoais e sociais dos alunos, podem se constituir
em excelentes contextos para as aplicações dos conceitos da Mate-
mática Financeira e também proporcionar contextos para ampliar e
aprofundar esses conceitos. (BRASIL, 2018, p 269).

Analisando esses detalhes em pormenores, julgo relevante a discussão do tema, sobretudo no âmbito social. E, enquanto isso ocorre, vamos ensinando os conceitos matemáticos envolvidos, o desenvolvimento e organização de dados e as melhores formas de obtê-los.

METODOLOGIA

O projeto deve ser desenvolvido em 4 aulas, sendo as duas primeiras de forma expositiva e discursiva e as duas últimas de caráter prático, desenvolvendo tabelas e organizando os dados. Entre as duas etapas é importante reservar um hiato de, pelo menos, uma semana para que os alunos possam realizar a pesquisa de campo,

Primeira aula: Apresentar e ler projeção do texto disponível em https://www. dieese.org.br/analisecestabasica/2023/202303cestabasica.pdf (anexo). Durante a leitura interagir ativamente com os alunos e incentivá-los a criarem um mapa mental da discussão, abordando todos os temas adjacentes e descrevendo os conceitos encontrados no texto, tais como cesta básica e sua composição; critérios para formação da cesta básica; hábitos alimentares distintos regionalizados; variação do preço em porcentagem; inflação e seu “peso” em diferentes camadas sociais; salário-mínimo em realidade e a atribuição legal do que deve ser “pago” com esse valor; tentar conduzir a discussão por um caminho empático, onde os melhores favorecidos compreendam a realidade dos demais. A abordar esse tópico pode surgir questionamentos referente a mais-valia, temática que pode ser abordada, evitando o viés ideológico e político, embora intrínseco. Se houver essa abordagem, é importante também pontuar a situação do empreendedor (sobretudo microempreendedor) ou tomador de serviço e a condição de manutenção em detrimento da lucratividade do empregado.

Segunda aula: concluir a exposição da aula anterior, revendo alguns detalhes discutidos e, em seguida, dividir os alunos em grupos de 4 ou 5 componentes e instruí-los a criar uma lista de compras (no caso uma cesta básica particular), atendendo as seguintes condições (hipótese):

  • Irão morar somente com os 4 (ou 5) componentes da equipe durante um ano;
  • Quais os itens irão compor a cesta básica mensal (alimentação, higiene e limpeza) desse grupo;
  • O orçamento máximo para cesta é de R$ 785,00 (baseado no valor da cesta básica de São Paulo);

Como sugestão/ponto de partida o professor distribui sua própria lista de compras familiar e/ou mostra o texto da Revista Mundo Estranho (ambos anexados ao projeto) que explica os itens que compõe a cesta básica.

Ao final dessa etapa eles deverão apresentar lista prévia de compra criada pelo grupo e socializar com os demais.

Serão instruídos a, durante o tempo disponibilizado, de, pelo menos, uma semana:

  • Visitar 3 locais de venda de produtos (supermercados) da região e orçar os itens incluídos na listagem;
  • Realizar 2 orçamentos online dos mesmos itens;
  • Cada aluno deverá se fotografar (selfie) realizando a sua pesquisa, (apenas uma foto em que apareça o aluno e algum produto pesquisado);

Terceira aula: Instruir em como construir tabelas. Modelos poderão ser mostrados. Instruir referente ao uso de planilhas eletrônicas e fórmulas básicas, tais como destacar o local em que determinado produto é mais barato e somar o valor da compra em cada lugar ou se for comprado selecionando-se os locais mais baratos por produto.

Quarta aula: Finalização e entrega das tabelas, apresentação das equipes socializando as suas conclusões finais.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Apesar de pouco abordado esse conteúdo em sala de aula, no ensino fundamental ou, quando exposto, normalmente é uma tratativa teórica das temáticas estritamente matemáticas, sem o viés social proposto neste projeto, podemos citar pesquisadores atuais preocupados criando conteúdo acadêmico respeitável sobre o tema:

Observa-se na prática, que o ensino da matemática financeira como conteúdo programático do ensino médio, (…), por muitas vezes, ocorre distante da vida cotidiana do aluno, já que o foco, geralmente, é o entendimento de conceitos descontextualizados, sem abordar a gestão financeira pessoal do educando. Em contrapartida, entende-se a educação financeira de forma ampla com o propósito refletir também sobre conceitos da matemática financeira, porém voltados às finanças pessoais para que, desta forma, os estudantes desenvolvam sua consciência financeira, a qual resultará em um planejamento crítico de seus ganhos e gastos.(…)

Além disso, o que geralmente é abordado nas escolas está longe de ser uma efetiva educação financeira, pois trabalha conceitos de matemática financeira completamente desconectados da vida do educando, fazendo com que o aluno perca o interesse em seu aprendizado, além de não conseguir fazer conexões com a prática. Assim, torna-se importante a discussão dessa temática, já que, além de ser um tema contemporâneo e necessário nas escolas de educação básica, essa discussão aflora com a criação da INCC , que entrou em vigor no ano de 2019. (NEMOS; DURO; FLOGLIARINI FILHA, 2021)

Essas questões permitem fazer uma análise do por que utilizar determinado tema, se é adequado ao que se pretende desenvolver, se permite trabalhar os conteúdos matemáticos, desenvolver conceitos, realizar discussões e tomar decisões coerentes, frente aos assuntos sociais e políticos. Também, se as discussões em torno da temática permitem elevar o conhecimento matemático das pessoas, a fim de estarem bem informadas e capacitadas a exercerem seus direitos individuais, agindo de forma a atuarem autonomamente, expressando suas opiniões e interesses. (GROENWALD; OLGIN, 2018)

Cabe ressaltar que a Educação Financeira na Escola, proposta para o desenvolvimento de atividades didáticas, no Currículo de Matemática do Ensino Fundamental, visa trabalhar essatemática utilizando-se dos conhecimentos matemáticos para a análise crítica de assuntos envolvendo finanças. (DIAS; OLGIN, 2019).

Nota-se a importância de conscientizar os alunos das escolas sobre as questões ligadas ao consumismo e sobre o planejamento financeiro. Além disso, é importante que as crianças aprendam que o dinheiro deve sempre ser adquirido de forma honesta e ética e que as coisas têm um custo de produção e levam um tempo de trabalho para serem construídas ou confeccionadas. (RAMOS; DOS SANTOS, 2016).

RECURSOS

Serão utilizados no decorrer das aulas: datashow e notebook (ou lousa digital), quadro branco e marcador de quadro branco, folhas para elaboração das listas de compra, lápis, borracha, caneta, computadores para uso dos alunos com alguma planilha eletrônica (Microsoft Excel ou LibreOffice Calc) instalada para uso dos alunos.

AVALIAÇÃO

Para Bento(2014): “Ao determinar um valor ao conhecimento, automaticamente está se medindo este conhecimento.” e:

A avaliação diagnóstica é aquela que acontece geralmente no começo do ano letivo, antes do planejamento, onde o professor verifica os conhecimentos prévios dos alunos, o que eles sabem e o que não sabem sobre os conteúdos. (CAMARGO, 2010,apudBENTO 2014).

A avaliação diagnóstica é aquela que acontece geralmente no começo do ano letivo, antes do planejamento, onde o professor verifica os conhecimentos prévios dos alunos, o que eles sabem e o que não sabem sobre os conteúdos. (CAMARGO, 2010,apudBENTO 2014)

Assim, podemos dizer o primeiro contato do professor, ao realizar a leitura do texto e a discussão com a turma, estará realizando uma avaliação diagnóstica que poderá e deverá ditar os rumos dos passos seguintes no projeto.

A avaliação formativa é descrita como sendo “ A avaliação formativa é a que acontece durante todo o processo ensino-aprendizagem, são todas as atividades que o professor desenvolve com seus alunos, para que a partir dos resultados reorganize sua prática pedagógica.” (VILLAS BOAS, 2008).

Ademais, em todo o processo, vários pontos e conteúdos diferentes serão abordados, sendo necessário uma avaliação formativa no decorrer de cada passo dos processos listados: realização da lista de compras, trabalho em equipe, realização do orçamento, organização dos dados em tabelas, apresentação e conclusão final.

A avaliação somativa é descrita por Bento (2014) como “aquela que visa o resultado final, os valores, notas, conceitos, obtidos através de provas, testes, exames, trabalhos e etc”, ou seja, como a finalização do processo e pode ser empregada nesse projeto, a critério do professor em aula posterior, avaliando o desempenho dos conteúdos matemáticos empregados, tal como porcentagem, construção de tabelas, etc.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma sequência didática baseada em um projeto ou oficina como esse não têm um desfecho totalmente previsível. Seria preciso executá-lo em sala pelo menos uma vez para ver seus pontos positivos ou negativos. O professor enquanto executa o projeto, será constantemente desafiado a sair dos ensinos tradicionais do conteúdo e abordar temas diversos que conversam com pensamentos filosóficos e sociológicos. Mas é muito satisfatório saber que, enquanto profissional realizando seu serviço, pode ensinar algo de valor além dos algoritmos técnicos, com aplicações desconhecidas.

Ao concluir esse projeto, os alunos terão dialogado com importantes temas sociais, reconhecendo as necessidades básicas domésticas, o discurso político e social do salário-mínimo e a realidade da população brasileira ou, pelo menos, dos demais alunos de sua equipe e por consequência de sua turma.

Terão realizado pesquisa em campo e um orçamento completo. Irão avaliar questões sobre deslocamento e diferença de preço em locais de venda. Terão contato com tabelas e planilhas e farão cálculos práticos com os dados obtidos.

Assim, demonstra-se um projeto simples, mas com vertentes que conversam com uma infinidade de questões práticas e cotidianas.

9 REFERÊNCIAS

BENTO, Claudia Regina Spolador. Avaliação da Aprendizagem: Aspectos relevantes da avaliação diagnóstica, formativa e somativa na aprendizagem escolar. Orientador: Edna Amancio de Souza Ramos. 2014. Monografia (Especialista em Coordenação Pedagógica) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/147518154.pdf. Acesso em: 20 abr. 2023.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_ 110518 _versaofinal_site.pdf. Acesso em 14 mar. 2023.

COELHO, Talita Cristina Freitas. Educação Financeira para Crianças e Adolescentes. Orientador: Mayanna de Lourdes F. Rodrigues Marinho. 2014. Monografia (Bacharel em Administração) – Estácio de Sá, Juiz de Fora, 2014. Disponível em: https://educacaofinanceira.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tcc-educacao-financeira-para-criancas-e-adolecentes.pdf. Acesso em: 20 abr. 2023.

DIAS, Carolina Rodrigues; OLGIN, Clarissa de Assis. Educação Financeira na Escola: uma oficina para promover reflexões. In: CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2., 2019, Taquara. Anais […]. Taquara: FACAT, 2019. Disponível em: https://www2.faccat.br/portal/sites/default/files/6%20OF.pdf. Acesso em: 14 mar. 2023.

DIEESE. Custo da cesta básica diminuiu em 13 capitais em março. Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos: Análise Cesta Básica, São Paulo, 10 abr. 2023. Disponível em: https://www.dieese.org.br/analisecesta basica /2023/202303cestabasica.pdf. Acesso em: 20 abr. 2023.

GROENWALD, Claudia Lisete Oliveira; OLGIN, Clarissa de Assis. Educação financeira no currículo de matemática do ensino médio. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Tecnologia, Ponta Grossa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, v. 11, n. 2, p. 368-390, mai./ago. 2018. DOI 10.3895/rbect.v11n2. Disponível em: https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/download/8433/pdf_1. Acesso em: 9 abr. 2023.

MUNDO ESTRANHO (ed.). Quais Produtos compõe a cesta básica. In: Superinteressante (ed.). Superinteressante: Mundo Estranho. [S. l.]: Editora Abril, 4 jul. 2018. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-produtos-compoem-a-cesta-basica. Acesso em: 3 mar. 2022.

NEMOS, Camila Labres; DURO, Mariana Lima; FLOGLIARINI FILHA, Cláudia Brum de Oliveira. A educação financeira enquanto prática de autonomia financeira individual na escola básica. Educación Matemática, Cidade do México: Sociedad Mexicana de Investigación y Divulgación de la Educación Matemática A. C. (SOMIDEM, A. C), Centro Universitario de Ciencias Exactas e Ingenierías (CUCEI), Universidad de Guadalajara (UdeG), v. 33, n. 3, dez. 2021. DOI 10.24844/EM 3303.07. Disponível em: http://www.revista-educacion-matematica.org.mx/descargas /vol33/3/07_REM_33-3.pdf. Acesso em: 14 mar. 2023.

RAMOS, J. T. do V.; DOS SANTOS, S. C. Discutindo sobre a Educação Financeira nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Revista BOEM, Florianópolis, v. 4, n. 7, p. 62-81, 2016. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/boem/article /view/8572. Acesso em: 12 abr. 2023.

VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas. Virando a escola do avesso por meio da avaliação. Coleção Magistério: Formação e Trabalho Escolar. Campinas: Papirus, 2008.

ANEXO 1 – TEXTO PUBLICADO PELO DIEESE

ANEXO 2 – LISTA DE COMPRAS DE EXEMPLO

  • carne vermelha: 6kg de carne de gado (músculo ou carne de panela);
  • frango: 4kg de coxa e sobrecoxa congelada com porção dorsal;
  • Leite: leite UHT (longa vida de caixinha), 12 litros, de qualquer marca;
  • feijão: 2 pacotes de 1kg cada de qualquer marca ou tipo;
  • arroz: 1 pacote de 5kg de arroz parabolizado de qualquer marca;
  • farinhas:
  • de trigo branco: 4 pacotes de 5kg cada de trigo tipo 1 da marca Werner;
  • de trigo integral: 2 pacotes de 1kg cada de qualquer marca;
  • de centeio: 1 pacote de 1kg de qualquer marca;
  • de milho: 1 pacote de 1kg de qualquer marca;
  • fubá mimoso: 1 pacote de 1kg de qualquer marca;
  • de mandioca: 1 pacote de 1kg de qualquer marca ;
  • amido de milho: 1 pacote de 1kg de qualquer marca;
  • batata: 4 kg de batata;
  • tomate: 2kg de tomate;
  • pão: não foi considerado, uma vez que a quantidade de farinhas propõe o pão e outros alimentos de panificadora feito em casa, entretanto, ingredientes são foram adicionados:
  • fermento biológico: ½ kg de qualquer marca;
  • gordura vegetal ½ de qualquer marca;
  • fermento químico: 1 pote de 100g da marca Royal;
  • café: 1 pacote de ½ kg da marca Damasco;
  • banana: 5kg
  • açúcar: 1 pacote de 5kg de açúcar branco refinado de marca Alto Alegre
  • óleo: 4 latas/garrafas de óleo de soja de 900ml de qualquer marca;
  • e algum tipo de produto para passar no pão
  • melado: 1 pote de 1kg;
  • mel: 1 pote de 1kg;
  • margarina: 2 potes de ½ kg de margarina Qualy.

ANEXO 3 – LISTA PUBLICADA PELA REVISTA MUNDO ESTRANHO

ANEXO 4 – MODELO DE TABELAS COM DADOS

ProdutoMercado 1Mercado 2Mercado 3
Carne de GadoR$ 39,00R$ 29,90R$ 33,80
Coxa e Sobrecoxa de frango (c/ dorsal)R$ 6,05R$ 7,00R$ 5,98
LeiteR$ 7,49R$ 6,99R$ 7,29
FeijãoR$ 8,60R$ 7,98R$ 8,90
ArrozR$ 17,80R$ 18,60R$ 18,90
Farinha de Trigo BrancoR$ 22,50R$ 19,99R$ 24,00
Farinha de Trigo IntegralR$ 6,00R$ 7,45R$ 7,50
Farinha de CenteioR$ 13,25R$ 12,00R$ 8,99
Farinha de MilhoR$ 8,40R$ 6,20R$ 7,10
Farinha de Fubá MimosoR$ 7,10R$ 5,60R$ 5,40
Farinha de MandiocaR$ 4,90R$ ,5,10R$ 4,20
Amido de MilhoR$ 14,99R$ 10,20R$ 9,30
BatataR$ 2,90R$ 4,10R$ 3,80
TomateR$ 2,90R$ 4,30R$ 6,90
Fermento BiológicoR$ 16,68R$ 18,30R$ 17,05
Gordura VegetalR$ 7,98R$ 8,69R$ 8,90
Fermento QuímicoR$ 2,99R$ 3,40R$ 3,10
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